Oi Pessoal!

Cá estou eu, depois de um longo dia de aniversário 😉 Obrigada a todas as mensagens, carinhos e pelo post fofo de ontem, Mi! Adorei! O bolo não foi como o seu post, mas estava delicioso. Pena que você não estava aqui para comemorar comigo.

Aniversário é tempo de festa, de comemorações, de reunir amigos, de jogar conversa fora, de refletir… Como meu aniversário caiu em plena quarta-feira, reflexão não faltou…rs E para o post de hoje, pensei em um tema bastante atual (afinal, vamos ficando velhas e começam as crianças nas nossas vida..sobrinhos, afilhados, filhos de amigos…), Culpa pela ausência!

O número é real. Uma entrevista publicada na revista Época mostra que as mamães não precisam mais ter culpa por ir trabalhar e dispensar menos tempo aos pimpolhos. Vejo o quanto essa informação é importante nos dias de hoje. Que mãe está verdadeiramente satisfeita com o tempo dispensado e gasto com os filhos? Levante a mão ou faça o primeiro comentário aquela que não carrega um grama de culpa.

Confira alguns trechos da matéria e entrevista da psicóloga, escritora e mãe Cecília Troiano, 46 anos.

mae e filho

Crianças se adaptam à realidade, e constroem seu ideal de felicidade em torno das próprias experiências. Para as crianças, tanto faz se a mãe trabalha ou não fora, desde que essa seja uma situação bem resolvida, afirma Cecília, depois de ouvir 500 crianças e jovens, filhos da classe AB paulista.

No sentido de que precisamos perder essa mania de achar que tudo que acontecesse é porque a gente trabalha. Se a mãe está bem resolvida, com qualquer situação, os filhos vivem bem com isso. O trabalho não está pautando o projeto de felicidade dos nossos filhos.

(…) Certa vez ouvi de um pediatra que ausência de mãe é prejudicial, mas excesso de mãe também intoxica. Não se pode abandonar, mas também não dá para cultivar essa ilusão de que eles precisam de nós tempo integral. Filho precisa de espaço e entender que a mãe sai e retorna, que a vida é assim, faz parte da educação deles.

Quando perguntei o que eles gostariam de mudar na mãe, apareceu essa demanda de “ficar mais tempo comigo”, mas, ao mesmo tempo, ganhar mais dinheiro. Os filhos sempre querem o melhor dos dois mundos. Os filhos maiores, sobretudo, vêem benefícios no fato de a mãe trabalhar. Mas criança sempre quer mais. Se deixar, vê o mesmo filme dez vezes.

Focar apenas o lado econômico realmente é passar a idéia de que trabalho é só fonte de sacrifício. A gente passa o modelo errado de conquista e gratificação que o trabalho pode trazer. Uma psicopedagoga que entrevistei disse que precisamos falar de preço e valor. Preço é o que eu ganho, o dinheiro. O valor é a realização. É possível ter as duas coisas no mesmo lugar.

(…) recado para as mulheres: abrir mais espaço para o homem assumir certas obrigações e se aproximar mais da brincadeira.

A que conclusão a senhora chegou depois de ouvir tantos filhos?
Eles serão melhores equilibristas do que nós. Tendem a buscar mais equilíbrio na vida profissional e, possivelmente, irão usufruir de papéis mais bem definidos para homens e mulheres como pais e mães de uma família. O trabalho sempre será importante pelo dinheiro que traz, esse é o motor da economia, mas também por outros valores que agreguem à nossa vida

E mais: ainda que hoje seu trabalho não lhe traga o prazer sonhado, ou por mais que você trabalhe apenas para pagar contas, você pode ensinar aos seus filhos que o trabalho deles poderá, sim, ser outra fonte de prazer e realização, um desejo legítimo e necessário, do tamanho exato do sonho de uma criança.

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One Comment

  1. Posted 13 de novembro de 2014 at 10:29 | Permalink

    Ahhh, foi um prazer amiga! 😉 Gostaria de estar aí para comemorarmos juntas, mas logo eu estarei! 😉 Saudades!

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